Cannabina.agro · Guia Técnico · Cultivo Indoor

Pragas e Doenças:
Identificação e Manejo Integrado (MIP)

Identificação visual, controles biológicos e protocolo MIP para o cultivo indoor de Cannabis sativa L.: o que usar, o que evitar e como responder a cada problema.

Gabriel Binotti de Oliveira · Eng. Agrônomo CREA PR-234094/D

Identificação

Principais pragas do cultivo indoor

🦟
Severidade alta
Fungus Gnats
Bradysia spp. / Sciaridae

Mosquinhos escuros de 2–3 mm voando ao redor do substrato. Os adultos são o sinal, o dano real é feito pelas larvas brancas de 3–5 mm no substrato, que atacam raízes finas e abrem caminho para Pythium.

  • Adultos voando ao mover o vaso ou regar
  • Larvas brancas com cabeça preta no substrato (2–3 cm de profundidade)
  • Raízes com pontas marrons ou podres
Steinernema feltiae (rega) Bti (Bacillus thuringiensis israelensis) Armadilha adesiva amarela

Substrato constantemente úmido. Deixar secar mais entre regas reduz a população sem nenhuma aplicação.

🕷️
Severidade alta
Ácaro-rajado
Tetranychus urticae

Pontilhado amarelado ou bronzeado na face superior das folhas. Em infestações avançadas, teia fina nas axilas e no ápice. Os ácaros (menos de 0,5 mm) ficam na face inferior das folhas, visíveis com lupa de 10x.

  • Face inferior das folhas medianas e inferiores
  • Axilas dos ramos em infestações avançadas
  • Ápice da planta com teia quando crítico
Phytoseiulus persimilis Neoseiulus californicus Beauveria bassiana (spray)

Temperatura acima de 27°C e umidade baixa aceleram a reprodução drasticamente. Uma geração a cada 5–7 dias nessas condições.

🐛
Severidade média
Pulgões
Aphis gossypii e outros

Grupos de insetos moles de 1–3 mm (verdes, amarelos ou escuros) nos brotos e face inferior das folhas jovens. Superfície pegajosa abaixo das colônias (honeydew). Formigas próximas são sinal frequente.

  • Ápice e brotos novos, primeiro alvo
  • Face inferior das folhas jovens
  • Pecíolos dos brotos
Aphidius colemani (parasitoide) Chrysoperla carnea (joaninha) Sabão potássico (spray)

Reprodução por partenogênese, sem acasalamento. Uma colônia pode dobrar em 2–3 dias em condições quentes.

🪲
Severidade média
Trips
Frankliniella occidentalis

Estrias prateadas ou bronzeadas nas folhas, células esvaziadas após a alimentação. Pontos escuros (fezes). Insetos alongados de 1–2 mm, difíceis de ver sem lupa. Podem transmitir vírus vegetais.

  • Face superior das folhas, estrias prateadas
  • Dobras e nervuras das folhas jovens
  • Armadilha adesiva azul (mais eficiente que amarela)
Amblyseius cucumeris Orius insidiosus Beauveria bassiana (spray)

Difícil de eliminar em floração por se esconder entre as brácteas. Controle preventivo no vegetativo é muito mais eficaz do que remediar na floração.

🦋
Severidade média
Mosca branca
Trialeurodes vaporariorum

Adultos brancos de 1–2 mm que voam em nuvem ao tocar a planta. Ninfas fixas na face inferior das folhas, translúcidas, difíceis de ver. Honeydew nas folhas abaixo. Pode transmitir vírus.

  • Face inferior das folhas, ninfas fixas
  • Adultos voam quando a planta é movimentada
  • Armadilha adesiva amarela
Encarsia formosa (parasitoide) Sabão potássico (spray) Óleo de neem (vegetativo)

Entrada frequente via mudas novas não isoladas. Uma semana de quarentena de novas plantas elimina esse vetor.

🔬
Severidade crítica
Ácaro-do-Enferrujamento
Aculops cannabicola

Microscópico, invisível a olho nu e indistinguível com lupa comum. Os danos surgem antes da identificação: bordas foliares enroladas para cima, caule e folhas com aspecto bronzeado ou enferrujado, textura cerosa. Infestação avançada compromete a produção de resina e pode ser confundida com deficiência nutricional.

  • Ápice e brotos novos, primeiros sinais de enrolamento foliar
  • Caule com aspecto bronzeado ou opaco
  • Confirmação: lupa de 60x ou microscópio (inseto alongado, 2 pares de patas)
Neoseiulus californicus (predador) Enxofre molhável (vegetativo) Controle de VPD, evitar ar seco e quente

Perigoso exatamente por ser invisível nas primeiras semanas. Mudas não inspecionadas são o principal vetor de entrada. Lupa de 60x é equipamento básico para cultivo medicinal sério.

🪱
Severidade alta
Lagarta-da-Panícula
Helicoverpa zea / Spodoptera spp.

Penetra nas inflorescências e se alimenta de dentro para fora, o dano é interno antes de ser visível. Fezes escuras na superfície dos buds são o primeiro sinal. As feridas abertas funcionam como porta de entrada para a botrytis, tornando o dano biológico duplo: mecânico e fúngico.

  • Interior dos buds, fezes escuras na superfície
  • Brácteas com pontos marrons inexplicados na floração
  • Buds com início de podridão sem fonte de umidade
Bacillus thuringiensis (Bt) Spinosad (floração inicial) Telas antiinseto em aberturas

Mais prevalente em cultivos próximos a áreas agrícolas externas. A mariposa oviposita nas inflorescências, o controle precisa começar antes da postura, não depois do dano.

Severidade média
Cochonilhas
Pseudococcus spp. / Planococcus citri

Insetos de 2–5 mm cobertos por camada branca cerosa, similar a algodão. Se escondem em nós do caule, axilas e fendas. Sugam seiva e excretam substância açucarada que atrai formigas e favorece o surgimento de fumagina, fungo preto na folhagem abaixo da colônia.

  • Nós do caule e axilas dos ramos, locais de refúgio
  • Face inferior das folhas mais velhas
  • Fumagina escura nas folhas abaixo da colônia
Cryptolaemus montrouzieri Beauveria bassiana (spray) Álcool isopropílico (aplicação pontual)

A camada cerosa protege o inseto de muitos produtos. Presença de formigas no cultivo é indicador indireto frequente, formigas protegem colônias de cochonilha para coletar a secreção açucarada.

🦗
Severidade média
Cigarrinha
Dalbulus maidis / Cicadellidae

Dano característico chamado queima-da-cigarrinha: bordas foliares amareladas que necrosam e curvam-se para baixo, começando pelas folhas medianas. Além de sugar seiva, o inseto injeta toxinas durante a alimentação, o dano metabólico interfere na síntese de canabinoides. Vetor confirmado de fitoplasmas.

  • Face inferior das folhas, insetos saltam lateralmente ao serem perturbados
  • Bordas foliares com necrose amarelada progressiva
  • Armadilha adesiva amarela, adultos alados
Beauveria bassiana (spray) Kaolin (barreira física foliar) Telas antiinseto nas aberturas de ventilação

Alta pressão em regiões com culturas vizinhas de milho e soja, Brasil e Paraguai. As telas antiinseto nas aberturas de ventilação são a melhor barreira contra essa praga.

🐞
Severidade média
Vaquinha
Diabrotica speciosa / Cerotoma spp.

Adultos fazem furos circulares irregulares nas folhas. Em plântulas e clones recém-transplantados, o ataque pode ser fatal. A larva, o perigo invisível, ataca raízes abaixo do substrato, reduzindo absorção de nutrientes e abrindo porta de entrada para Fusarium e Rhizoctonia antes de qualquer sintoma aéreo aparecer.

  • Folhas com furos circulares irregulares, adultos
  • Raízes escurecidas ou com lesões, larvas no substrato
  • Maior pressão em cultivos próximos a lavouras de milho e soja
Metarhizium anisopliae (solo) Steinernema feltiae (larvas no substrato) Telas antiinseto (adultos)

Alta prevalência no Brasil e Paraguai por pressão das culturas vizinhas. A larva radicular passa despercebida enquanto compromete o sistema radicular, o sintoma aéreo aparece tarde.

Acesso gratuito completo

Deixe seu contato para liberar as fichas de doenças, o Protocolo MIP e o checklist de prevenção.

Fusariose, murcha vascular sem cura
Viroide do Lúpulo Latente (dudding)
Tombamento em plântulas
Protocolo MIP em 6 etapas
Checklist de prevenção semanal

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Gabriel Binotti de Oliveira · Eng. Agrônomo CREA PR-234094/D

Identificação

Doenças fúngicas, vasculares e virais

Severidade alta
Oídio
Podosphaera macularis

Pó branco circular na face superior das folhas, começando em pontos isolados e se espalhando para o restante da planta. Diferente de outros fungos, não precisa de água para germinar, prospera em ar estagnado com umidade entre 50 e 80%.

  • Face superior das folhas, manchas brancas circulares
  • Folhas internas do dossel denso, primeiras afetadas
  • Brotos em fase de floração avançada
Bicarbonato de potássio Leite diluído 10% Bacillus amyloliquefaciens Enxofre molhável

Dossel denso sem circulação de ar interna. A prevenção por ventilação é mais eficaz do que qualquer tratamento.

🟤
Severidade alta
Botrytis / Mofo cinza
Botrytis cinerea

Mofo cinza-marrom com pó de esporos em tecido que amolece e escurece. Ataca preferencialmente tecido morto ou ferido, folhas que não foram removidas, cortes de poda, brácteas em floração úmida. Na floração, destrói o bud de dentro para fora.

  • Cortes de poda mal cicatrizados
  • Folhas mortas não removidas na base
  • Interior de buds densos na floração (início: ponto marrom no centro)
Remover tecido afetado com tesoura limpa Reduzir umidade Aumentar circulação de ar

Umidade acima de 70% + temperatura abaixo de 20°C. Risco máximo na transição entre dias quentes e noites frias com alta umidade.

🫚
Severidade alta
Podridão radicular
Pythium spp. / Fusarium spp.

Planta que murcha apesar de substrato úmido. Amarelamento progressivo de baixo para cima. Raízes marrons, moles e com cheiro ruim ao inspecionar (raízes saudáveis são brancas e firmes). Pythium em substrato encharcado; Fusarium sobrevive no solo por anos.

  • Raízes, inspecionar removendo a planta do vaso
  • Base do caule, escurecimento no nível do substrato
  • Folhas, murcha diurna sem recuperação noturna
Trichoderma (preventivo) Ciclo molhado-seco correto Temperatura do substrato < 24°C

Substrato encharcado + temperatura de substrato acima de 24°C é a combinação perfeita para Pythium. Não existe tratamento eficaz depois de estabelecido, prevenção é tudo.

🟡
Severidade média
Septoria / Mancha foliar
Septoria cannabis

Manchas amarelas ou marrons irregulares nas folhas, com centro mais claro e borda escura bem definida. Começa nas folhas inferiores e sobe. Mais comum em cultivos externos ou com baixa circulação de ar e respingos de água nas folhas.

  • Folhas inferiores, primeiras afetadas
  • Folhas com acúmulo de respingos de rega
  • Plantas em espaços com baixa ventilação
Remover folhas afetadas Evitar respingos nas folhas Bacillus subtilis preventivo

Rega pela parte aérea, folhas molhadas por longo período, umidade alta. Regar no substrato, nunca sobre as folhas.

🔴
Severidade crítica
Fusariose
Fusarium oxysporum / F. solani

Murcha assimétrica: um lado da planta colapsa enquanto o outro permanece aparentemente saudável. Corte transversal do caule revela escurecimento vascular (tecido interno marrom-avermelhado). Diferente da podridão radicular por Pythium, a murcha por Fusarium não tem odor e a raiz pode parecer normal inicialmente.

  • Corte do caule, escurecimento no sistema vascular interno
  • Folhas de um lado, amarelamento e murcha sem recuperação
  • Base do caule, lesão necrótica a nível do solo
Descartar planta imediatamente Esterilizar substrato e vaso Trichoderma harzianum preventivo Não reaproveitar substrato

Não existe cura: uma vez instalado no sistema vascular, o Fusarium é incurável. O fungo sobrevive no solo por anos como clamidósporo. Prevenção com Trichoderma harzianum inoculado no substrato antes do plantio é a única estratégia eficaz.

🧬
Severidade crítica
Viroide do Lúpulo Latente
Hop Latent Viroid

Síndrome conhecida como "dudding": nanismo, entrenós curtos, folhas enrugadas e quebradiças, flores menores com muito menos resina do que o esperado para a genética. A planta não morre, mas produz 50% ou menos do potencial normal. Muitas plantas são portadoras assintomáticas, transmitem sem mostrar sintomas.

  • Crescimento reduzido sem causa ambiental aparente
  • Flores com produção de resina muito abaixo do esperado
  • Plantas clonadas de matrizes com histórico de baixa produção
Testar por RT-PCR antes de clonar Descarte imediato de positivos Desinfetar tesouras com álcool 70% Nunca clonar sem teste

Transmissão mecânica por cortes: uma tesoura usada em planta infectada contamina todas as seguintes. Não existe cura. O diagnóstico definitivo exige teste molecular (RT-PCR), sintomas visuais podem ser confundidos com deficiências ou estresse ambiental.

🌱
Severidade alta
Tombamento
Pythium spp. / Rhizoctonia solani

Plântulas que tombam subitamente com o caule estrangulado e escurecido na linha do substrato. O tecido do colo fica mole, marrom e úmido, a planta cai como se fosse cortada na base. Ocorre principalmente nas primeiras 2 semanas após a germinação, quando o caule ainda é fino e vulnerável.

  • Colo da plântula, estrangulamento escuro na linha do substrato
  • Berçário com substrato constantemente úmido
  • Bandejas com má drenagem e alta densidade de plantas
Substrato com boa drenagem no berçário Regar só quando substrato estiver levemente seco Trichoderma preventivo Remover plântulas afetadas imediatamente

Substrato encharcado é o principal gatilho. Sementes germinadas em substrato muito retentivo de água ou bandejas sem drenagem adequada são vulneráveis. Usar perlita (20-30%) no mix de berçário reduz drasticamente a incidência.

🌫️
Severidade média
Míldio
Pseudoperonospora cannabina

Manchas angulares amarelo-esverdeadas na face superior da folha, delimitadas pelas nervuras. Na face inferior, diretamente abaixo das manchas, forma-se uma massa cinza-púrpura de esporos. Diferente do oídio, que aparece como pó branco na face superior: o míldio tem manchas delimitadas acima e massa esporulante embaixo.

  • Face inferior das folhas, massa cinza-púrpura abaixo das manchas
  • Face superior, manchas angulares limitadas pelas nervuras
  • Plantas em ambientes fechados com umidade alta e baixa ventilação
Cobre (oxicloreto) preventivo Reduzir umidade abaixo de 60% Aumentar ventilação Remover folhas afetadas

Umidade alta combinada com temperaturas amenas (15-22°C) favorece a esporulação. Exclusivo da cannabis, causado por espécie específica, diferente do míldio de outras culturas. Comum em cultivos de outono/inverno ou ambientes sem controle climático adequado.

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Manejo Integrado de Pragas

Protocolo de resposta em 6 etapas

1
Identificar antes de agir
Muitos sintomas parecidos têm causas diferentes. Manchas nas folhas podem ser deficiência de cálcio, queimadura de luz, oídio ou ácaro. Agir sem identificar corretamente desperdiça recursos e pode piorar o problema. Use lupa de 10x e consulte as fichas de identificação.
Ferramenta: lupa de 10–30x para insetos; armadilhas adesivas para monitoramento contínuo.
2
Avaliar a extensão da infestação
Uma planta com três folhas com oídio é uma situação diferente de um espaço inteiro infestado. A resposta precisa ser proporcional. Infestação localizada: remoção física do material afetado + aplicação pontual. Infestação generalizada: protocolo completo em todas as plantas.
Registrar: qual planta, qual fase, qual nível de infestação (baixo / médio / alto) e data de detecção.
3
Isolar a planta afetada
Antes de qualquer tratamento, mover a planta para fora do espaço principal, se possível. Evita dispersão da praga durante a aplicação, especialmente importante para ácaros e trips, que se dispersam facilmente ao movimentar as folhas.
Se não for possível isolar: tratar durante o período escuro, quando insetos se movem menos.
4
Aplicar o controle biológico ou permitido
Seguir o controle indicado para a praga identificada. Em cultivo medicinal, priorizar sempre controles biológicos (ácaros predadores, nematoides, Bacillus, Beauveria) sobre defensivos sintéticos. Registrar: produto aplicado, dose, data e método de aplicação.
No cultivo medicinal: se o produto não for liberado para alimentos frescos, não usar em cannabis.
5
Monitorar a resposta por 7–14 dias
Controles biológicos têm ação mais lenta do que defensivos químicos. Ausência de resultado imediato não significa falha. Inspecionar a cada 2 dias para avaliar se a população está caindo, estável ou crescendo. Reforçar a aplicação na segunda semana se necessário.
Armadilhas adesivas: comparar captura da semana atual com a anterior para medir tendência.
6
Corrigir a condição que favoreceu o agressor
A praga entrou ou proliferou por alguma razão. Identificar a condição que favoreceu, umidade alta, temperatura elevada, substrato encharcado, muda nova não isolada, e corrigir antes que a próxima geração reestabeleça a infestação. Sem essa etapa, o problema volta.
A maioria das reinfestações acontece porque o ambiente que favoreceu a praga não foi corrigido.

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Primeira linha de defesa

Prevenção ambiental e de boas práticas

💨
Circulação de ar constante
Ventiladores internos criando movimento leve em todo o dossel. Ar estagnado entre folhas cria microclimas de alta umidade onde oídio e botrytis se estabelecem antes de qualquer sintoma aparecer.
🌡️
VPD dentro da faixa por fase
VPD baixo demais favorece fungos. VPD alto demais estresa a planta e reduz resistência. Manter a faixa correta para cada fase é prevenção de pragas, não só manejo climático.
🧴
Higiene das ferramentas
Higienizar tesouras e ferramentas de poda com álcool 70% entre plantas. Cortes contaminados são vetor de Botrytis e Fusarium. Limpar antes de entrar no espaço após contato com jardins externos.
🪴
Quarentena de novas mudas
Isolar qualquer muda nova por pelo menos 7 dias antes de colocar no cultivo principal. A maioria das infestações entra no espaço carregada por mudas não inspecionadas.
🔍
Monitoramento 2–3x por semana
Inspecionar a face inferior das folhas, ápice de crescimento e base do caule regularmente. Armadilhas adesivas amarelas e azuis no nível do dossel monitoram passivamente.
🌱
Trichoderma preventivo
Aplicar Trichoderma spp. no substrato desde o transplante. Coloniza as raízes, compete com Pythium e Fusarium e estimula a resposta imune da planta.
✂️?
Desfolha das folhas internas
Remover folhas mortas, amareladas e as que bloqueiam a circulação de ar no interior do dossel. Tecido morto é substrato para Botrytis; folhas densas criam zonas de ar estagnado para oídio.
💧
Ciclo molhado-seco correto
Substrato constantemente úmido é o principal fator de risco para fungus gnats e Pythium. O ciclo de seca entre regas é prevenção direta contra as duas pragas mais comuns do cultivo indoor.
Evitar em cultivo medicinal
Miclobutanil (Eagle 20, Rally), se transforma em cianeto de hidrogênio quando aquecido. Proibido em qualquer produto destinado à inalação.
Organofosforados e piretroides sintéticos, resíduos persistentes no produto final. Não são seguros para uso em cannabis medicinal.
Abamectina, inseticida/acaricida de uso agrícola com resíduo no produto final. Não indicado para cannabis medicinal.
Qualquer produto sistêmico na floração, fungicidas e inseticidas sistêmicos se movem dentro da planta e permanecem no tecido floral até a colheita.
Regra prática: se o produto não puder ser aplicado em alimentos frescos consumidos sem cozimento, não deve ser usado em cannabis medicinal.

Identificou a praga. E agora?

Conhecimento técnico é o primeiro passo. O segundo é ter um agrônomo ao lado para acompanhar o manejo, ajustar o ambiente e proteger o ciclo inteiro.

Consultoria Técnica · Cannabina